estudante na universidadeVestibular, no sentido mais simplório da palavra, é um exame que se faz para ter acesso a um curso superior. Num âmbito mais popular, o vestibular é a prova em que se tem de tirar uma boa nota, para ser aceito numa Faculdade ou Universidade. Mas, para os milhões de vestibulandos que fazem esse tipo de prova todos os anos, o vestibular tem muitos significados. Sua chegada explica comportamentos estranhos, estresse e até uma dose maior de loucura. Para esses, o estudo é uma obrigação: cursinhos, aulões, preparatórios e outras formas de aulas e grupos de estudo para passar no sonhado vestibular.

Como se sabe, a educação é um direito do estado para com os cidadãos. Isso é a lei; na prática, as Universidades públicas provam o contrário. Por não ter estrutura para a altíssima demanda de alunos todos os anos, fazem uma seleção por meio dos seus vestibulares. Essa seleção tem sido cada vez mais rigorosa, para diminuir a quantidade dos alunos que entram. Esse modelo de seleção acabou fazendo o vestibular ser uma fase de muitas preocupações para quem vai fazer a tal prova. Muito estudo, muita preparação e um fator extra que pode acabar virando um inimigo e tanto: a escolha do curso a se fazer. Enquanto alguns já têm uma ideia determinada do que área seguir, outros não fazem ideia de que fazer até a hora das inscrições; outros, têm certeza da área e depois, quando entram no curso, mudam... Existem muitas as possibilidades.

Voltando um pouco para a história da prova, os exames de admissão nasceram por volta de 1911, quando foi aprovado o exame de admissão no Ensino Superior. Nessa época, as provas eram feitas na forma escrita e, numa segunda fase, oral. O nome de vestibular veio somente em 1915. Em 1964, as provas começam a ter questões de múltipla escolha, para que pudessem ser corrigidas de forma mais rápida, já que o número de pessoas fazendo os vestibulares aumentava ano a ano. Com a crescente demanda de participantes, foi necessário aumentar a organização sobre a aplicação e os resultados das provas, o que aconteceu em 1970, com a criação da Comissão de Nacional do Vestibular Unificado. Dois anos antes, foi criada a Lei n. 5540, que mudou o sistema de notas para aprovação. Algumas coisas foram mudadas de lá para cá, mas o temido vestibular continua.

A demanda de alunos cresceu tão rapidamente, que foi aberto às instituições privadas que pudessem abrir instituições privadas (faculdades ou universidades) a oportunidade de também oferecer um vestibular aos interessados, a fim de que mais pessoas ter acesso ao Ensino Superior. Assim como as instituições federais, as privadas também abrem vagas e as preenchem com a aplicação de vestibulares. No entanto, esses vestibulares não têm tanta credibilidade como os das Universidades federais. Alguns são alvos de críticas, por haver uma taxa de reprovação muito baixa, seguindo a lógica de que mais alunos representam mais mensalidades e mais dinheiro.

As provas de vestibulares seguem alguns modelos, para que se padronizem suas aplicações. Mas não há uma única forma de avaliação para ingressar na faculdade: cada instituição tem liberdade para decidir qual a forma será feito o processo seletivo. Muitas utilizam as redações como forma de avaliação dos argumentos de seus futuros alunos. O modelo mais tradicional é o de uma prova escrita, com questões de múltipla escolha e respostas discursivas. As respostas são colocadas num documento à parte da prova- o gabarito- onde se marca a alternativa correta. Depois, esse documento passará pela correção através de computadores, e assim ser lançada a nota.

Outras Faculdades usam o método de tirar as médias de notas no Ensino Médio, tendo alguns cursos (como computação ou alguma língua estrangeira) como sendo “pontos extras”. Esse método não é muito frequente no Brasil, apesar de apresentar a vantagem de levar em conta toda a vida escolar do aluno. Outras Universidades, como a Universidade de Brasília (UNB), faz a avaliação seriada. Esse tipo de avaliação ocorre com uma prova realizada pelo aluno em cada ano do Ensino Médio e ao final as notas são somadas. A pontuação deve ser superior ou igual à pedida pela universidade para o curso escolhido pelo estudante.

Existem, ainda, alguns cursos que precisam de provas específicas, de acordo com a temática de cada um. Para esses casos é feita a prova de habilidade específica. Cursos como o de Música, Artes Cênicas, Artes Plasticas e outros podem requerer provas de habilidade para o que será pedido no curso. Em algumas instituições, para se entrar no curso de Música, é necessário saber tocar alguns instrumentos musicais.

Na mesma linha de avaliação está a prova de aptidão física, que se baseia em teste físicos que alguns cursos, como Educação Física, possam ser realizados sem que haja algum risco devido à doenças cardiovasculares ou alguma outra complicação.